Quando me encontrei comigo, eu estava de passagem. Gostei tanto de quem conheci que resolvi andar junto, lado a lado, dentro. Eu introjetei em mim aquela pessoa que, finalmente, não estava mais vivendo levianamente, mas participando verdadeiramente da realidade. Foi estando muito lúcida que pude me embriagar de arte e deixar minha imaginação inventar os caminhos que ela trilharia. Conheci paisagens, às vezes, muito familiares, mas o meu olhar era inédito.
Não sou mais imediatista quando me faço companhia, pois essa nova pessoa respeita o seu próprio tempo.Por isso, também é preciso evitar alguns lugares, pessoas, antigos hábitos e pensamentos. O passado só me cabe para servir como base para o que tenho me tornado. Cada dia eu amanheço numa página em branco e vou dormir numa outra cheia de coisas que escrevi e vivenciei. A única garantia é que nem sempre encontro o que procuro, mas sempre busco o estado e o lugar mais confortáveis para mim. Eu mereço experienciar esta fascinação pela vida e a liberdade de ser exuberante e transformar o chão em céu, o mar em útero, meu corpo em Templo. Respeito os que vivem de outro modo, porque meu caminho não é o certo nem o único, é o que eu escolhi para mim quando lancei mão do meu livre arbítrio.
E nasci apaixonada pelo amor, mas só agora, me fazendo companhia, é que ele deixou de ser uma palavra para se tornar uma experiência.
Sou muito grata por estar na esquina aonde eu estava passando e por ter me dado a mão. Caminhamos juntas: eu comigo mesma!
(Marla de Queiroz)
31.1.13
30.1.13
29.1.13
I've got a right to be wrong
My mistakes will make me strongI'm stepping out into the great unknownI'm feeling wings though I've never flownI've got a mind of my ownI'm flesh and blood to the boneI'm not made of stoneGot a right to be wrongSo just leave me alone
I've got a right to be wrongI've been held down too longI've got to break freeSo I can finally breathe
I've got a right to be wrongI've been held down too longI've got to break freeSo I can finally breathe
20.1.13
Antes de viver um novo amor nosso coração precisa de férias.
Pressa de viver as paixões, precário conhecimento dos parceiros e idealizações causam frequentes tropeços na vida amorosa, que machucam e desgastam. Nessa hora, em lugar de sair por aí à caça de mais uma relação equivocada, o melhor é relaxar, perdoar e esquecer os “ex”, repensar a própria história e ficar sozinho por um tempo, assimilando as lições das experiências passadas.
A busca do amor não é um percurso sem armadilhas e descaminhos. O sofrimento está sempre à espreita. Isso porque há, entre os seres humanos, muito mais desejo e amor irrefletido do que a preocupação em conhecer a pessoa que despertou esses sentimentos. E o desconhecimento, sabemos, é um perigo. Claro que as delícias afetivas e sexuais muitas vezes compensam os riscos e eventuais dissabores a serem enfrentados com um estranho. Mas às vezes os desencontros são tantos que o coração fica exaurido e sem esperanças, implorando por férias! Cá entre nós, esta pode realmente ser uma boa ideia. Relaxar um pouco, repensar a própria história, curtir a vida de forma independente, exercer a solteirice e a disponibilidade são boas maneiras de curar uma desilusão. Além disso, conseguir ficar sozinho e bem durante algum tempo pode ser uma indicação tanto de saúde quanto de maturidade.
O fato é que o amor também pode maltratar. Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da ciência do inconsciente, dizia que nunca estamos tão desprotegidos contra o sofrimento do que quando amamos, e que nunca nos sentimos tão infelizes do que quando perdemos o amor. Mas quem vai trocar uma paixão, mesmo que insensata, para seguir a sabedoria dos grandes pensadores? O coração é mais forte do que a mente, e esta dificilmente o pode controlar.
Há, naturalmente, aqueles que acertam nas escolhas. Algumas pessoas têm um incrível talento para conjugar amor e bom senso. Porém nem todos são tão felizes. Com frequência, a paixão “queima a partida” e sai na frente do conhecimento. É como se o “Messias” surgisse subitamente na pele daquele gato ou daquela gata, com a promessa de acabar com todas as carências e inaugurar um tempo de amor e felicidade.
Até mesmo quando as relações dão certo, há armadilhas a enfrentar. Como somos todos viúvos de relações imaginadas como perfeitas, as satisfações reais nunca parecerão completas. Essas fantasias de perfeição em nosso inconsciente estão na raiz da inconstância e da procura incessante pelo amor. Pior: a ideia do amor ideal não está só em nossa cabeça. Ela é vendida no mundo atual tanto pela televisão, quanto pelo cinema e pela publicidade. Tudo isso contribui para a intolerância e a insatisfação com os relacionamentos reais (às vezes, convém lembrar, eles são mesmo insustentáveis e é insensato tentar mantê-los).
É por todos esses fatores, e muitos outros, que o coração — velho de guerra! — às vezes quer um descanso! Mas não é fácil dar a ele as merecidas férias, como mostra a letra da música Aquela Velha Canção, de Marisa Monte e Carlinhos Brown: “Confesso que fiquei magoado, eu fiquei zangado,/ mas agora passou, esqueci/ Não vou te mandar para o inferno porque eu não quero/ E porque fica muito longe daqui..."
Importante também dizer que essas férias de que falamos não podem significar um mergulho na vulgaridade dos tempos “líquidos” atuais, uma viagem ao reino das “periguetes” ou dos “perigueteiros”. A boa pausa é para meditação, não para a libertinagem. Quem realmente quer conceder uma folga ao coração precisa perdoar e esquecer os “ex”, aprender com a experiência, dela extraindo uma lição — quem sabe? —, que pode ser o prelúdio de um novo e exitoso amor.
(Fernanda Magalhães)
15.1.13
E a vida lá fora, me chama.
"Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama."
Caio F.
- Você lê, e é lido. Perfeito!
Caio F.
- Você lê, e é lido. Perfeito!
11.1.13
Fizeram a gente acreditar
que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30
anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a
vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já
nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a
responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente
mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente
acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando
igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem
nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que
poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é
obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente
acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são
confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não
disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente
acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que
escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas
fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar
outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo
pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver
muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por
alguém.
(John Lennon)
9.1.13
Experiência de quase morte
Se você nunca passou, vai passar! E depois disso, acredite, você nunca mais sera a mesma pessoa.
- O dia estava lindo, ensolarado, nem um pouco propício para morrer, porém a morte pode estar em qualquer lugar, no óbvio ou no inesperado. E dessa vez lá estava ela num lindo disfarce...
O mar é belo porém traiçoeiro. E no meio do prazer refrescante, da sensação de faxina na alma, das risadas e piadas, o chão de repente sumiu, a alegria deu lugar ao desespero, a visão foi se embaralhando, eu já não conseguia alcançar a mão das amigas, e na tentativa de ajudá-las a água nos arrastava cada vez mais. Percebi que minha força estava sendo tão vã quanto meu desespero, sentindo meu corpo fraco, fechei os olhos e pedi ajuda à Deus. Foram 3 anjos que salvaram nossas vidas!
Agente sabe que esse episódio durou apenas alguns minutos, mas me pareceu uma eternidade.
Já na beira da praia, sentada na areia com o pulso acelerado e a respiração irregular, vi minha vida começar de novo!
(Amigas, fomos abençoadas com uma segunda chance! rs)
Nunca imaginei passar por isso. E nunca imaginei que isso pudesse fazer bem:
Nunca me senti tão viva!
A vida vale muito, nunca se sabe por quanto tempo o coração estará batendo, não há tempo para lamentos, pois ela pode ser mais curta do que se imagina.
- O dia estava lindo, ensolarado, nem um pouco propício para morrer, porém a morte pode estar em qualquer lugar, no óbvio ou no inesperado. E dessa vez lá estava ela num lindo disfarce...
O mar é belo porém traiçoeiro. E no meio do prazer refrescante, da sensação de faxina na alma, das risadas e piadas, o chão de repente sumiu, a alegria deu lugar ao desespero, a visão foi se embaralhando, eu já não conseguia alcançar a mão das amigas, e na tentativa de ajudá-las a água nos arrastava cada vez mais. Percebi que minha força estava sendo tão vã quanto meu desespero, sentindo meu corpo fraco, fechei os olhos e pedi ajuda à Deus. Foram 3 anjos que salvaram nossas vidas!
Agente sabe que esse episódio durou apenas alguns minutos, mas me pareceu uma eternidade.
Já na beira da praia, sentada na areia com o pulso acelerado e a respiração irregular, vi minha vida começar de novo!
(Amigas, fomos abençoadas com uma segunda chance! rs)
Nunca imaginei passar por isso. E nunca imaginei que isso pudesse fazer bem:
Nunca me senti tão viva!
A vida vale muito, nunca se sabe por quanto tempo o coração estará batendo, não há tempo para lamentos, pois ela pode ser mais curta do que se imagina.
4.1.13
Vai (se foi) ano velho.
Vai, ano velho, vai de vez,
vai com tuas dívidas
e dúvidas, vai, dobra a ex-
quina da sorte, e no trinta e um,
à meia-noite, esgota o copo
e a culpa do que nem me lembro
e me cravou entre janeiro e dezembro.
Vai, leva tudo: destroços,
ossos, fotos de presidentes,
beijos de atrizes, enchentes,
secas, suspiros, jornais.
Vade retrum, pra trás,
leva pra escuridão
quem me assaltou o carro,
a casa e o coração.
Não quero te ver mais,
só daqui a anos, nos anais,
nas fotos do nunca-mais.
Vem, Ano Novo, vem veloz,
vem em quadrigas, aladas, antigas
ou jatos de luz moderna, vem,
paira, desce, habita em nós,
vem com cavalhadas, folias, reisados,
fitas multicores, rebecas,
vem com uva e mel e desperta
em nossso corpo a alegria,
escancara a alma, a poesia,
e, por um instante, estanca
o verso real, perverso,
e sacia em nós a fome
- de utopia.
Vem na areia da ampulheta com a
semente que contivesse outra se-
mente que contivesse ou-
tra semente ou pérola
na casca da ostra
como se
se
outra se-
mente pudesse
nascer do corpo e mente
ou do umbigo da gente como o ovo
o Sol a gema do Ano Novo que rompesse
a placenta da noite em viva flor luminescente.
Adeus, tristeza: a vida
é uma caixa chinesa
de onde brota a manhã.
Agora
é recomeçar.
A utopia é urgente.
Entre flores de urânio
é permitido sonhar.
(Affonso Romano de Sant' Anna)
Ps. Não podia deixar de publicar, mesmo que atrasado. Muito lindo.
vai com tuas dívidas
e dúvidas, vai, dobra a ex-
quina da sorte, e no trinta e um,
à meia-noite, esgota o copo
e a culpa do que nem me lembro
e me cravou entre janeiro e dezembro.
Vai, leva tudo: destroços,
ossos, fotos de presidentes,
beijos de atrizes, enchentes,
secas, suspiros, jornais.
Vade retrum, pra trás,
leva pra escuridão
quem me assaltou o carro,
a casa e o coração.
Não quero te ver mais,
só daqui a anos, nos anais,
nas fotos do nunca-mais.
Vem, Ano Novo, vem veloz,
vem em quadrigas, aladas, antigas
ou jatos de luz moderna, vem,
paira, desce, habita em nós,
vem com cavalhadas, folias, reisados,
fitas multicores, rebecas,
vem com uva e mel e desperta
em nossso corpo a alegria,
escancara a alma, a poesia,
e, por um instante, estanca
o verso real, perverso,
e sacia em nós a fome
- de utopia.
Vem na areia da ampulheta com a
semente que contivesse outra se-
mente que contivesse ou-
tra semente ou pérola
na casca da ostra
como se
se
outra se-
mente pudesse
nascer do corpo e mente
ou do umbigo da gente como o ovo
o Sol a gema do Ano Novo que rompesse
a placenta da noite em viva flor luminescente.
Adeus, tristeza: a vida
é uma caixa chinesa
de onde brota a manhã.
Agora
é recomeçar.
A utopia é urgente.
Entre flores de urânio
é permitido sonhar.
(Affonso Romano de Sant' Anna)
Ps. Não podia deixar de publicar, mesmo que atrasado. Muito lindo.
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