20.8.14

Estar consigo mesmo

‘Sobre estar só... eu sei.’
Não sei exatamente o que Marcelo Camelo quis dizer nesta frase...
Mas sei como eu, Tamara, a completaria:
Sobre estar só... eu sei: é muito louco/absoluto. É uma mistura intensa de todos os sentimentos e sonhos que carregamos.
Estar sozinho é necessário, e esse “estar” não tem período específico... Apenas: ESTAR.
Assim como cada ser é único e diferente, o espaço de tempo também.
Cada um encara a solidão como lhe é permitido encarar, de acordo com o limite de sua mente, ou de acordo com o limite que cada um decide impor, superficialmente, a si mesmo... tapando com peneira o verdadeiro infinito existente dentro de cada um. Seria medo?

                                                           SOLIDÃO.

Ninguém, ao ler essa palavra associa ela a um sentimento bom. Ok, excluindo a generalização: a grande maioria.
A verdade é que nascemos, crescemos e vivemos rodeado de pessoas, assistindo a cada ano de vida um padrão de felicidade exposto pela sociedade. E tudo bem, eu concordo em partes com esse tal padrão. Mas a questão (mistério, descoberta) é: há felicidade fora disso, também!
As ideias precisam ser expandidas. E em algum momento da sua vida, isso irá se fazer real.
Crescemos rodeados de pessoas e padrões, e temos receio da tal – abominada – solidão.
Troquemos então a Solidão por SOLITUDE.

Solitude: Estado de privacidade de uma pessoa, não significando, propriamente, estado de solidão.
Pode representar o isolamento e a reclusão, voluntários ou impostos, porém não diretamente associados a sofrimento.

Solitude é o isolamento ou reclusão voluntário, quando o indivíduo busca estar em paz consigo mesmo. Diferente da solidão que em sua essência é o estado emocional do indivíduo que deseja ardentemente uma companhia e não a tem.


Estar sozinho pode ser bom sim, desde que você abra sua mente, desde que você queira fazer disso uma experiência nova, sem receios, sem ridículos, sem padrões, sem julgamentos, sem limites de possibilidades.
Estar sozinho, é estar mais próximo de você mesmo, é encontrar as repostas de suas perguntas dentro de si mesmo, mas claro: depois de pastar em gramados alheios.
Estar sozinho é se amar um pouco mais, e doar um pouco mais de si mesmo a tudo que se faz, a tudo que se ama, a tudo que se deseja.
É ter sonhos de sobra, planos de sobra, e na maioria das vezes, condições de menos.
Estar sozinho, é ser uma sonhadora em plena luz do dia.
É não ter hora, data e local.
Estar sozinho é enxergar o mundo com outros olhos, com maior sensibilidade, é enxergar a si mesmo nas mínimas coisas em sua volta.

É querer sentir prazer nas pequenas coisas:
Como enfiar na boca uma colher do seu doce preferido.
Deitar na grama e observar as nuvens, criar desenhos, e rir sozinha de todas as besteiras e inteligências da criatividade.
Como assistir o seu seriado preferido enrolada no cobertor em dia de inverno... ou até mesmo um filme novo.
Fechar os olhos no banho, e sentir a agua caindo na sua cabeça.
Se enfiar debaixo dos 3 cobertores, em sua cama, naquele dia frio.
Cantar sua música preferida em voz alta, para toda vizinhança.
Criar algo com suas próprias mãos,
Comer um pedaço de lasanha em dia de domingo. Sim, esse é clichê, mas putaquepariu... como é gostoso.
Estou falando de sentir realmente as coisas, não apenas deixar que elas passem por você na rotina do dia-a-dia sem serem apreciadas o quanto realmente merecem, o quanto VOCE merece. Estou falando de fechar os olhos, e sentir, sempre que for possível.
Estar sozinho é ser seu próprio amigo, seu próprio amante, seu próprio karma.
É pensar em voz alta, e responder as suas próprias questões com respostas obvias mas que precisam ser colocadas em palavras pronunciadas em bom tom.
É ouvir sua própria voz.
É se dar o prazer de sentir prazer sozinha, sim, PRAZER, esse mesmo que você está pensando. Afinal se você não puder fazer isso por você mesma ou se não sentir liberdade com você mesma, como quem mais sentirá?

Permita-se.



TLG

19.8.14

Vidas interrompidas

Somos fracos. 
Sim, quando se trata desse assunto, todos nós somos.
Por maior que seja a sabedoria, o conhecimento, a aceitação... 
Não importa, a tristeza não costuma dividir espaço.

Não estamos prontos para a morte.
E nem sabemos se um dia estaremos.
Tão pouco para mortes prematuras, acidentais.
O seu avô morrer aos 80 e poucos anos, é aceitável, é o ciclo. 
A dor, claro, ainda é a mesma, a dor da perda não muda.
Mas a partida repentina de uma amiga ou familiar aos 20 e poucos anos,
Que ainda tinha uma vida pela frente... Não!

Não é aceitável, não é o ciclo, não está certo.
Mas afinal, quem diz o que é certo ou errado?
Qual é realmente o ciclo dessa vida?
Quanto tempo ainda temos até os ponteiros pararem de girar?

Vivemos sem saber se estaremos vivos daqui a uma semana,
Dormimos sem saber se vamos abrir os olhos no dia seguinte, 
Abraçamos sem saber se encontraremos os mesmos braços amanhã.
E apesar de termos consciência disso, nos esquecemos diariamente.

Você deu o melhor de sí hoje?
Aproveitou cada minuto do dia?
Arrancou um sorriso de quem te ama?
Gastou todos os abraços que podia? 
Desperdiçou um tanto desse seu amor aí?

...

A vida é imprevisível, e o tempo pode ser mais curto do que pensamos.
O amanhã é um cômodo de portas fechadas e luz apagada. 
Faça hoje o que puder fazer, diga o que quiser dizer.
Acorde alegre por abrir os olhos mais um dia.
Agradeça pelo simples fato de respirar.

Um dia de cada vez!

Como diz a música:
A vida é mesmo coisa muito frágil...

16.8.14

As manias que ficaram

Eu acho graça.
Me pergunto se isso é coisa minha ou acontece com todos.
Pego as manias, posteriormente.
Eu sei, pegar manias é comum, quantas vezes a gente se vê falando alguma palavra do vocabulário da amiga(o)?
Quando você convive com a pessoa, involuntariamente você acaba pegando as manias dela, e quando se dá conta já esta com alguns gestos iguais, algumas palavras iguais, alguns gostos iguais... normal. E isso não tem nada a ver com ser uma pessoa influenciável, ou ser maria vai com as outras.

Mas o engraçado - que reparei esses dias - é que: por vezes, ou por relacionamentos, ou por amor, desamor... Eu pego as manias depois da ausência da pessoa.

Já me ocorreu com amizade, uma vez, afinal, perder amizade é menos comum do que perder amores ou paixões. Ir e voltar sim, amizades vai e voltam, umas vem e passam, assim... coisas do tempo, da vida. 
Agora desamor nunca é tão simples assim, sempre é uma perda! Uma perda em qualquer sentido que você queira considerar, em qualquer área que você queira encaixar. É uma perda.

E após isso, tenho a mania -involuntária e curiosa- de herdar as manias da pessoa que se foi.
É estranho porque não é intencional, e nem imediato, é com o tempo.

Já havia passado por isso quando há dois anos atrás perdi o cara que achava que seria o pai dos meus filhos. E quando falo perdi, não é ao pé da letra, não é como quando por descuido você perde sua blusa ou sua pulseira preferida... É um perder de ser levado, da vida decidir recolher o que um dia lhe foi dado.

E hoje, parando pra lembrar, eu fazia/lia/reparava em coisas que esse cara também reparava/lia/fazia.
Passou! 
Hoje a única coisa -das manias- que carrego dele é o escrever -esporadicamente- em letras de forma... redondinhas, o E em formato de C com um tracinho no meio. Eu achava linda a sua escrita.

E então, há alguns dias atrás, percebi que de novo, peguei manias do meu ultimo desamor.
O engraçado é que não há intenção, quando vejo já estou fazendo.

E agora escrevendo tudo isso, percebo que se trata sim de uma coisa minha.
Acho que o meu eu usa isso como um aconchego!
Talvez uma maneira de achar que a pessoa está mais perto...
Ou talvez um ritual de recuperação, sei la.

E essa tem sido de longe a recuperação mais longa que já tive.
Porém de perto, a mais correta e mais valiosa.

Eu acho graça.

de tanto ser, só tenho alma

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa

14.8.14

Sobre descalçar os sapatos

Quem não quer pés aquecidos? Protegidos, confortáveis.

Delicia encontrar aquele par que te encaixa tão bem.
Você caminha e sente como se pisasse em nuvens de algodão,
Você pode caminhar pelo bosque mais frio, debaixo de garoa, em meio ao vento indelicado,
e nada disso realmente irá te incomodar, porque seus pés estão aquecidos.
Você sabe, uma vez que os pés estão quentes, todo o corpo se entrega a esse detalhe, e o resto já nem importa.
O nariz feito cubo de gelo, as pontas dos dedos enrijecidas procurando esconderijo.
Não importa. Esta tudo bem. É verão na planta do seu corpo.

Mas é chegado o momento em que os sapatos já não cabem mais aos pés.
As vezes por ter adquirido uma medida diferente,
As vezes pelo sapato já não estar mais em condições,
ou simplesmente, por ter encontrado um par mais aconchegante.
Há quem goste de trocar assim, sem receio, sem necessidade, só por diversão ou curiosidade.

O fato é: descalçar se faz necessário. Alguma hora se fará.
E quando isso acontecer, não persista, simplesmente tire-os.
Não é simples assim, nem nunca será.
Mudanças são, por vezes, assustadoras.
Mas porque insistir em usa-los se voce sabe que há um rasgo na sola?
Se sabe que entrará água, se sabe que ficará com os pés molhados e por consequência, com frio.

Para que apertar os dedos em um número que você vê que não te cabe mais?

Isso só irá machuca-los, fazendo com que seja invisível a possibilidade de um novo par.
Não há nada de errado em não o que calçar a todo instante.
Na falta de um belo par de sapatos, tome gosto por pisar no chão.
Espalhar os pés no piso, no concreto, na grama, na terra.
Sim, ficarão mais vulneráveis, o frio será mais intenso,
e qualquer brisa será tempestade de vento.

Aprenderás um novo jeito de caminhar,
Descobrirás novos atalhos,
Aprenderás a selecionar melhor as estradas.
Só experimente arrancar os sapatos.
Te garanto que tomará gosto pela liberdade dos pés.
Te garanto que eles tomarão outro formato,
Expandido, dilatado, talvez.
Passará a ser sua própria proteção,
Saberá se aquecer sozinho, e por vezes, a gostar do frio.
Até que um dia não terá mais noção do seu número,
Porque na verdade isso não terá mais importancia,
A liberdade será tamanha que talvez sapato nenhum sirva.

Portanto,
Arranque-os a qualquer momento que quiser sair do statos quo.
Arranque-os a qualquer momento que quiser sentir frio,
Arranque-os a qualquer momento que quiser aprender a caminhar apenas com a sua propria proteção,
ou apenas arranque-os sem motivo algum.
Porque mais importante que andar, é descalçar os sapatos.





tlg - 14/08/2014

7.8.14

Folhas de Outono

- Por que será as folhas caem? - você me perguntou, mantendo seu olhar fixo na árvore acima de nós, que derramava-se em formas amarelas e avermelhadas, no mesmo tom do pôr do sol, que fazia um espetáculo aos nossos corpos, ali estirados sobre a grama, naquele fim de tarde que dispensava frase alguma.

- Ouvi dizer que é pela falta de clorofila. Ou por causa de um tal de ácido abscísico que mata as células do pecíolo. - Eu respondi fazendo você rir e balançar a cabeça. Quase pude imaginar o que pensava, enquanto pousava sua mão quente sobre a minha, ligeiramente fria, e brincava com meus dedos.

Pra você parecia tão simples. Tudo, sempre. Mesmo perguntando o porquê, na verdade, você nem se importava com a resposta. Eu sim. A tempestade que há em mim nunca aceitou a simplicidade da sua aceitação em ver apenas o copo d'água. A criatura insana que sou, sempre foi do tipo que defende que "porque sim" não é resposta. Pra você, era porque sim. Quando eu insistia, você ria. E era tão lindo quando você ria, que eu nem queria mais saber o motivo. Eu só queria ser teu riso. Aqueles involuntários, doces, de canto de boca. Aquela sílaba que você não pronunciava direito e eu achava lindo, aquele relevo esquisito da sua testa.

Você dizia que eu era exagerada. E eu sou mesmo. Não aceito a simplicidade do sentimento, Não aceito pergunta sem resposta. Não aceito resposta que não encaixa. Eu tinha que te comparar com cada partícula do mundo, pra ver se você era grande assim só em mim. Pra fazer da tua grandeza só minha. Pra pousar tua mão quente sobre o meu coração que brinca de ser gélido, até você aparecer. Pro meu sorriso automático sair espontâneo. Pra eu parar de questionar os porquês do que não tem porquê.

Tenho uma ou duas daquelas folhas que caíram sobre nós naquele pôr do sol, quando eu afetava sua simplicidade com minha vastidão. Quando eu ainda conhecia apenas a teoria das coisas. Mas aí o tempo passou e eu tive que virar gente grande que aprende na prática. Aí eu tive que entender a resposta sem ter você pra explicar. Aí eu tive que aceitar que "porque sim", nem sempre as coisas exigem muita explicação.

Formulei minha resposta pra sua pergunta feita há tanto tempo, uma madrugada dessas, sentada na minha varanda, ouvindo o tipo de música que você odeia, vestindo aquele pijama velho que você cansou de ver: As folhas caem porque sim. Porque o inverno vem chegando e é preciso que a árvore, sozinha, economize toda sua energia para aquecer-se. As folhas caem porque as árvores não podem mais alimentá-las, se quiserem sobreviver ao inverno.

Entendi ligeiramente, sem esforços, que você e eu fomos folhas de outono. Caídas, por um amor que não pode mais nos alimentar. Um amor congelado no tempo, naquele seu beijo automático de despedida, naquela minha expressão facial que fazia você rir. No seu rabisco artístico na última folha do meu caderno de poesia. O nosso amor precisou descartar nós dois pra sobreviver. Pra continuar sendo bonito, pra florescer de novo, depois.

Há muitos como nós pelo chão. Há muitas folhas amareladas caídas que todo mundo acha bonito, mas não entende. Tem muita árvore também, tendo que deixar muito de si pra sobreviver. Quando pensei nisso, eu ri. Lembrando de você dizendo que talvez fosse melhor pra mim se você me deixasse ir. Como uma árvore que deixa de fornecer clorofila pra folhar desprender. Eu não escolhi cair, assim como você não quis me soltar por gosto. A gente só tinha que deixar a estação acontecer, com todas as perdas e dores bonitas que ela traz. Porque sim.

Hoje eu sou árvore, também. Tive que deixar muitas folhas irem. Muitas cartas com seu nome amassadas e jogadas fora. Muitas fotos espalhadas pelo chão. Muito amor vivo que absorvia tudo que tenho e sou. Eu tive que tentar te matar dentro de mim pra sobreviver. Porque já era inverno e eu não conseguia me aquecer sozinha. Porque a vida exigiu muito de mim e eu não tinha energia pra ficar firme e segurar um sentimento pendente. Tive que te deixar, também.

A gente faz tanto papel nessa vida. E eu comparo tanto cada coisa com o mundo. E troco tanto os personagens, que acabo nem tendo mais certeza do que digo. Sorte que a primavera vem logo depois do inverno, e floresce. Espero te ver florescer, também. Bonito, vistoso, como essas rosas que a gente tanto admira. Espero que suporte seus espinhos com graça, e que me faça sorrir, assim, só de ver.

Porque infelizmente, nem tudo muda com as estações. Por mais que a gente queira colher algumas flores, guardar em casa, no meio do livro, perto do peito, atrás da orelha. Em nossas mãos elas murcham.

Certas coisas - ouvi dizer que as mais bonitas - podem ser sentidas, mas não tocadas. Vistas, mas não colhidas. Amadas, mas não obtidas. Te fiz assim, como essas coisas bonitas. Nosso amor só sobreviveu porque nos deixou ir.

Te encontro em algum jardim, por aí, sorrindo, de longe, fazendo seu espetáculo longe das minhas mãos. Na vida nem tudo tem porquê. Nem começo, nem fim. Algumas coisas tem de ser, sem explicação...
Porque sim. 


[Ghiovana Christini]


- Simplesmente perfeito!

5.8.14

Sessão terapia

Decidir trilhar um caminho "sozinha" não é nada fácil, aliás só de escrever essa palavra diante de todo o contexto já tenho vontade de rir. Que piada! haha

Escolhas não são simples, e eu ando teimosa demais com a vida, indecisa também - e isso não é novidade - porém a teimosia tem se esparramado de um jeito de óh... 
Mas tudo bem... O que fazer senão me permitir ser o que essa fase louca exige de mim? 
Fase?
Vida!
Essa vida é louca! Olhe só, eu com 23 anos de idade, fazendo comércio exterior e me apaixonando pelo avesso disso. Como assim? Me descabelo diariamente em busca das respostas, o sossego anda escasso. Crise dos 20 e poucos, é o que dizem. 
- Hey crise, acho que já deu né? 

Desânimo bate violento as vezes, mas não perco a fé de que um dia todas as pontas soltas encontrarão destino. 

"Mas ela diz, que um dia a gente há de ser feliz, se Deus quiseeeeerrr..." ♫

Tentando me livrar de tudo que prende o riso, de todo pensamento exagerado, do desejo indesejado pela mente que é ligeiramente enfeitiçada pelo desejo - mal desejado -  do coração. 
Óh caos! Me canso de voce! Mas sabe, até que te gosto um tantin? Loucura! 
Acho mesmo que nao ando muito bem dos parafusos. Psicólogo? Já pensei... Mas quando pego um papel, uma caneta, e solto o play, faço minha própria sessão de terapia, by myself. Então pra quê?
Que minha loucura se entenda com o papel, a caneta e a música.

MÚSICA!

Quem precisa mais do que isso para exibir um sorriso no rosto?
Para trançar os pés numa dança involuntária?  
Para fechar os olhos e sonhar absurdamente?

Sim! Todos deviam fazer isso, apertar o play e viajar para outra dimensão, se música te proporciona isso, porque não aproveitar? Alem do mais isso alimenta a fé! Acreditar no que os olhos não podem ver, mas no que o coração deseja, no que a alma pode sentir.

Cansei dessa necessidade de me definir, de achar que tenho que me decidir. Talvez eu seja isso mesmo, uma mistura de tudo, um pedaço de casa coisa. 
Pra que me limitar a definição?
Criarei minha própria teoria! Porque não?
Não preciso ser palmeirense ou corintiana, posso ser as duas coisas se quiser.

Isso mesmo!
Quem definiu que só existe uma opção? 
Que só posso estar em um dos dois lados e não nos dois? 
Eu faço as minhas regras, e mudo-as quando quiser. Basta convicção das palavras, das atitudes, das loucuras.
Se você passa a acreditar, te aceitarão... ou te chamarão de louca, pouco importa! O que importa é você. O que te faz feliz. Mesmo que as vezes não faça muito sentido. Mesmo que suas atitudes pareçam insanas. Faça o que tiver vontade. Qual a garantia do amanhã?

Parei de tentar entender tudo ao redor, de querer me entender, entender o que quero dessa vida. Eu quero sorrisos, quero música, quero violão, acordes que tocam a alma... quero uma bateria, depositar a frustração dos dias, a energia boa, o desejo reprimido de gritar, nos pratos, na caixa, no bumbo, em tudo que os braços alcançarem! Ou simplesmente gritar.
Eu quero viajar, conhecer pessoas, lugares, cachorros, gatos, e todos animaizinhos que eu possa distribuir carinho. Eu quero acordar de bom humor, todo dia, quero flores na penteadeira, quero café fresco, quero mousse de maracujá sem limites, comer pacotes e pacotes de Skittles como se não houvesse dia seguinte. Quero pôr-do-sol, muitos! Quero uma grama limpa, pra deitar e rolar. Árvores para deitar a cabeça em seus pés e observar suas folhas caírem, criar desenhos nas nuvens, falar bobagens e inventar teorias malucas. Inventar um mundo só meu.

Eu quero tudo que há de mais simples nessa vida, 
e no entanto porquê tenho de complicar tudo?  (risos!)

A mente humana é realmente impressionante, uma ferramenta incrível, de difícil manuseio e deliciosamente perigosa.

É preciso paz, é preciso tempo.
Se concentrar no interno e deixar o externo.
Todas as repostas estão, sempre estiveram aqui, inside.
Basta fazer silencio.


[listening: Eddie Vedder - More than you know/Goodbye]