‘Sobre estar só... eu sei.’
Não sei exatamente o que Marcelo Camelo quis dizer nesta
frase...
Mas sei como eu, Tamara, a completaria:
Sobre estar só... eu sei: é muito louco/absoluto. É uma
mistura intensa de todos os sentimentos e sonhos que carregamos.
Estar sozinho é necessário, e esse “estar” não tem período
específico... Apenas: ESTAR.
Assim como cada ser é único e diferente, o espaço de tempo
também.
Cada um encara a solidão como lhe é permitido encarar, de
acordo com o limite de sua mente, ou de acordo com o limite que cada um decide
impor, superficialmente, a si mesmo... tapando com peneira o verdadeiro
infinito existente dentro de cada um. Seria medo?
SOLIDÃO.
Ninguém, ao ler essa palavra associa ela a um sentimento
bom. Ok, excluindo a generalização: a grande maioria.
A verdade é que nascemos, crescemos e vivemos rodeado de
pessoas, assistindo a cada ano de vida um padrão de felicidade exposto pela
sociedade. E tudo bem, eu concordo em partes com esse tal padrão. Mas a questão
(mistério, descoberta) é: há felicidade fora disso, também!
As ideias precisam ser expandidas. E em algum momento da sua
vida, isso irá se fazer real.
Crescemos rodeados de pessoas e padrões, e temos receio da
tal – abominada – solidão.
Troquemos então a Solidão por SOLITUDE.
Solitude: Estado de privacidade de uma pessoa, não significando, propriamente, estado de solidão.
Pode representar o isolamento e a reclusão, voluntários ou impostos, porém não diretamente associados a sofrimento.
Solitude é o isolamento ou reclusão voluntário, quando o indivíduo busca estar em paz consigo mesmo. Diferente da solidão que em sua essência é o estado emocional do indivíduo que deseja ardentemente uma companhia e não a tem.
Estar sozinho pode ser bom sim, desde que você abra sua mente, desde que você queira fazer disso uma experiência nova, sem receios, sem ridículos, sem padrões, sem julgamentos, sem limites de possibilidades.
Solitude é o isolamento ou reclusão voluntário, quando o indivíduo busca estar em paz consigo mesmo. Diferente da solidão que em sua essência é o estado emocional do indivíduo que deseja ardentemente uma companhia e não a tem.
Estar sozinho pode ser bom sim, desde que você abra sua mente, desde que você queira fazer disso uma experiência nova, sem receios, sem ridículos, sem padrões, sem julgamentos, sem limites de possibilidades.
Estar sozinho, é estar mais próximo de você mesmo, é
encontrar as repostas de suas perguntas dentro de si mesmo, mas claro: depois
de pastar em gramados alheios.
Estar sozinho é se amar um pouco mais, e doar um pouco mais
de si mesmo a tudo que se faz, a tudo que se ama, a tudo que se deseja.
É ter sonhos de sobra, planos de sobra, e na maioria das
vezes, condições de menos.
Estar sozinho, é ser uma sonhadora em plena luz do dia.
É não ter hora, data e local.
É não ter hora, data e local.
Estar sozinho é enxergar o mundo com outros olhos, com maior
sensibilidade, é enxergar a si mesmo nas mínimas coisas em sua volta.
É querer sentir prazer nas pequenas coisas:
Como enfiar na boca uma colher do seu doce preferido.
Deitar na grama e observar as nuvens, criar desenhos, e
rir sozinha de todas as besteiras e inteligências da criatividade.
Como assistir o seu seriado preferido enrolada no cobertor
em dia de inverno... ou até mesmo um filme novo.
Fechar os olhos no banho, e sentir a agua caindo na sua
cabeça.
Se enfiar debaixo dos 3 cobertores, em sua cama,
naquele dia frio.
Cantar sua música preferida em voz alta, para toda vizinhança.
Criar algo com suas próprias mãos,
Comer um pedaço de lasanha em dia de domingo. Sim, esse
é clichê, mas putaquepariu... como é gostoso.
Estou falando de sentir realmente as coisas, não apenas
deixar que elas passem por você na rotina do dia-a-dia sem serem apreciadas o
quanto realmente merecem, o quanto VOCE merece. Estou falando de fechar os
olhos, e sentir, sempre que for possível.
Estar sozinho é ser seu próprio amigo, seu próprio amante,
seu próprio karma.
É pensar em voz alta, e responder as suas próprias questões
com respostas obvias mas que precisam ser colocadas em palavras pronunciadas em
bom tom.
É ouvir sua própria voz.
É se dar o prazer de sentir prazer sozinha, sim, PRAZER,
esse mesmo que você está pensando. Afinal se você não puder fazer isso por você
mesma ou se não sentir liberdade com você mesma, como quem mais sentirá?
Permita-se.
Permita-se.
TLG
