tlg - 20/01
24.1.15
20.1.15
Desejo desestruturado
As vezes fantasio nós duas.
Te imagino dirigido rumo a praia. Imagino nós cantando as clássicas da Beyoncé e talvez algumas minhas, aquelas mimimis que você disse não gostar, mas que talvez fosse só mais uma pauta do seu roteiro. Imagino aquele seu sorriso lindo misturado com os raios do sol, a brisa do mar e a vontade de beber água, só que da sua boca.
Sufoco o desejo desestruturado que em poucos minutos passam.
Fruto da frustração.
Te conhecer assim, sem conhecer...
Não era pra ser.
Te imagino dirigido rumo a praia. Imagino nós cantando as clássicas da Beyoncé e talvez algumas minhas, aquelas mimimis que você disse não gostar, mas que talvez fosse só mais uma pauta do seu roteiro. Imagino aquele seu sorriso lindo misturado com os raios do sol, a brisa do mar e a vontade de beber água, só que da sua boca.
Sufoco o desejo desestruturado que em poucos minutos passam.
Fruto da frustração.
Te conhecer assim, sem conhecer...
Não era pra ser.
12.1.15
E aí você vira e me pergunta
"o que te fez se apaixonar por mim?"
Minha linda,
talvez tenham sido seus olhos
que se fecham miudinhos quando você sorri esse sorriso largo,
cheio desses dentes branquinhos e lábios bem desenhados.
Ou talvez o seu jeito de estar sempre bem,
mesmo quando nada está.
Seu jeito de deixar tudo explicitamente escondido.
Não me pergunte!
"e o que te fez desapaixonar?"
Já disse Gabito Nunes:
"todo amor que começa não exige uma explicação lógica, e ele não ter muita afinidade com a razão é nossa mais poderosa carta na manga para encontrá-lo. Por que seu fim seria diferente? Ter registrado em cartório todos os motivos para a ruptura de uma história beira pretensão nietzschiana de querer saber demais, e não funciona como água com açucar para o aperto que dá no coração que vai doer igual com ou sem motivo. O amor morre sem causa mortis, sem carecer de atestado de óbito."
Imagine só a paixão...
"o que te fez se apaixonar por mim?"
Minha linda,
talvez tenham sido seus olhos
que se fecham miudinhos quando você sorri esse sorriso largo,
cheio desses dentes branquinhos e lábios bem desenhados.
Ou talvez o seu jeito de estar sempre bem,
mesmo quando nada está.
Seu jeito de deixar tudo explicitamente escondido.
Não me pergunte!
"e o que te fez desapaixonar?"
Já disse Gabito Nunes:
"todo amor que começa não exige uma explicação lógica, e ele não ter muita afinidade com a razão é nossa mais poderosa carta na manga para encontrá-lo. Por que seu fim seria diferente? Ter registrado em cartório todos os motivos para a ruptura de uma história beira pretensão nietzschiana de querer saber demais, e não funciona como água com açucar para o aperto que dá no coração que vai doer igual com ou sem motivo. O amor morre sem causa mortis, sem carecer de atestado de óbito."
Imagine só a paixão...
10.1.15
"Esse é o problema da dor,
ela precisa ser sentida."
(John Green)
E não adianta fugir,
ela irá com você para onde for
Te fará engolir a cerveja com um nó na garganta,
engolindo junto a vontade de chorar a cada risada mal ensaiada,
a cada sorriso não autentico.
Esse é o problema da tristeza.
Ela precisa ser abraçada,
você precisa deixar que ela se exale,
porque é só pelos olhos que ela consegue sair.
Precisa aceitar, saber recebê-la,
deixar que ela puxe a cadeira e sente ao seu lado.
Que conte algumas histórias, dèja vus.
Que te ensine alguns truques, caminhos.
E te mostre algumas extremidades desconhecidas.
A tristeza nos expõe a nós mesmos,
Deixe-a entrar, seja cordial, coloque uma música.
Porque é só depois de se espalhar,
que ela se recolhe e vai embora.
ela precisa ser sentida."
(John Green)
E não adianta fugir,
ela irá com você para onde for
Te fará engolir a cerveja com um nó na garganta,
engolindo junto a vontade de chorar a cada risada mal ensaiada,
a cada sorriso não autentico.
Esse é o problema da tristeza.
Ela precisa ser abraçada,
você precisa deixar que ela se exale,
porque é só pelos olhos que ela consegue sair.
Precisa aceitar, saber recebê-la,
deixar que ela puxe a cadeira e sente ao seu lado.
Que conte algumas histórias, dèja vus.
Que te ensine alguns truques, caminhos.
E te mostre algumas extremidades desconhecidas.
A tristeza nos expõe a nós mesmos,
Deixe-a entrar, seja cordial, coloque uma música.
Porque é só depois de se espalhar,
que ela se recolhe e vai embora.
7.1.15
E então, na carência de carinho,
procurou o calor da pele dela em outras pernas,
sufocou a saudade de seu beijo em outros lábios,
confundiu seus fios de cabelo com os de outra moça,
acariciou os pés desta procurando pela textura dos pés dela,
sabia que voltar não era mais possível,
não tinha noticia daqueles olhos negros de aparência triste há mais de dias.
Se agarrou ao primeiro sorriso sincero que lhe exibiu mais do que dentes apenas.
procurou o calor da pele dela em outras pernas,
sufocou a saudade de seu beijo em outros lábios,
confundiu seus fios de cabelo com os de outra moça,
acariciou os pés desta procurando pela textura dos pés dela,
sabia que voltar não era mais possível,
não tinha noticia daqueles olhos negros de aparência triste há mais de dias.
Se agarrou ao primeiro sorriso sincero que lhe exibiu mais do que dentes apenas.
TLG
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