Preciso ficar calada Preciso me escutar Saber um pouco mais de mim E o que eu posso dar Desculpe se você ficar zangado Eu vou voltar Pro mundo ser apenas uma Quando eu lhe falar Não quero que seja eterno Mas um pouco eu vou ficar Sentada aqui sozinha só Para eu não me enganar Não quero repetir um erro Então me fecho sem pensar Só lendo o que você me traz Mas não vou me afastar
20.1.14
Não quero que seja eterno... Mas um pouco eu vou ficar.
19.1.14
Sem título.
Tão perfeito, e tão propício... tive que postar aqui:
Nunca é fácil terminar um relacionamento. Ainda mais quando a mudança não parte da gente. Parte a gente. Situação terrível, choque de fantasia, distorção da realidade. Vontade de não mais existir. Mas existem flores brotando no deserto sentimental que vivemos no momento da fossa. Basta querer enxergar.
É difícil ter consciência quando o chão se abre sob nossos pés, quando a dor no peito desatina e a razão não faz mais sentido. Complicado ter que buscar uma força que desaparece, lidar com a sequência daqueles minutos de angústia. Mesmo assim, é preciso um último suspiro, um fôlego de sobrevida, um apoio fraterno dos amigos pra tirar a gente de casa, daquele estado moribundo. Temos que nos abraçar em algo ou alguém, nem que seja no travesseiro como hospedeiro das lágrimas, ou nas canções que sempre nos entendem - eternas companheiras da solidão.
Passada essa fase mais crítica, que dura 72 horas, o mundo aos poucos começa a se colorir novamente. A dor não foi embora. Está ali. De certa forma, aprendemos a lidar com ela. Entendemos que não vamos esquecer, então o melhor é não lembrar. Nem sempre temos sucesso na empreitada, mas aos poucos vamos substituindo as lembranças por novos momentos. Queremos rir, mas a gargalhada, quando sai, é nervosa, abafada, logo sufocada pela culpa. Parece que não temos o direito de sorrir novamente. O jeito é insistir, continuar sorrindo até o gesto se tornar natural. Quando isso acontecer, é sinal de que uma nova vida começou.
Prepare-se para a sua melhor fase. O primeiro reflexo é na balança. O espelho fará as pazes com você e isso vai ajudar na sua autoestima. A cada dia que se inicia, um novo elogio. O caminhar terá passos de confiança, o cabelo jogado pro lado criará uma onda de admiradores, secretos ou revelados e os feromônios estarão em ebulição. Você pode até não estar em caça, mas definitivamente voltou à selva. E pode muito bem escolher sua presa.
Quando a mulher ultrapassa aquele estágio de desilusão, tudo estará diferente. Melhor inclusive do que antes da última relação. Restará a experiência, as lições dos erros cometidos, a certeza de que ela se entregou por inteira – porque não existe mulher que se doe pela metade. Ninguém gosta da rejeição, do desprezo, ou do abandono de quem confiamos nosso mais puro sentimento, porém se houver o discernimento de superar essa fase, a mulher irá descobrir que pode renascer ainda mais viva, ainda mais forte.
Dói, mas passa. E quando passa, tudo será melhor. Basta esperar as primeiras 72 horas.
Chico Garcia.
9.1.14
I'm back dear...
Faz tempo que não passo por aqui... que delicia olhar pra essa pagina de postagem, me sinto em casa, como entrar no meu quarto, particular, só meu (que embora ainda não tenha fisicamente, está nos planos de 2014).
A felicidade tem me visitado frequentemente, e por isso tomei um chá de sumiço, chá de felicidade.
Acho que esse deve ser o momento de maior dificuldade de um escritor (não que eu esteja me intitulando uma escritora, embora já tenha sonhado), mas escrever em época de amor e felicidade, deve ser uma fase bem difícil a se passar, talvez a pior, tipo fase chefão do Sonic - haha - porque... quando se está apaixonada, isso te consome por inteiro... e você passa a ficar a mercê desse sentimento gostoso, dependente da pessoa amada, drogada, alucinada, incontrolavelmente viciada e consequentemente acostumada. Eu tenho dificuldades em me dosar quando o assunto é amor, e acho isso bem perigoso, por isso também coloquei isso para os planos de 2014: me dosar. Tá certo, não quero perder meus dramas e exageros, isso seria me perder de mim mesma, mas dosar não faz mal a ninguém, faz?
Senhor, vê se envia um conta gotas, um medidor ou sinônimo disso, sua filha aqui precisa de alguns limites.
A felicidade tem me visitado frequentemente, e por isso tomei um chá de sumiço, chá de felicidade.
Acho que esse deve ser o momento de maior dificuldade de um escritor (não que eu esteja me intitulando uma escritora, embora já tenha sonhado), mas escrever em época de amor e felicidade, deve ser uma fase bem difícil a se passar, talvez a pior, tipo fase chefão do Sonic - haha - porque... quando se está apaixonada, isso te consome por inteiro... e você passa a ficar a mercê desse sentimento gostoso, dependente da pessoa amada, drogada, alucinada, incontrolavelmente viciada e consequentemente acostumada. Eu tenho dificuldades em me dosar quando o assunto é amor, e acho isso bem perigoso, por isso também coloquei isso para os planos de 2014: me dosar. Tá certo, não quero perder meus dramas e exageros, isso seria me perder de mim mesma, mas dosar não faz mal a ninguém, faz?
Senhor, vê se envia um conta gotas, um medidor ou sinônimo disso, sua filha aqui precisa de alguns limites.
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