11.2.14

“Isso que é o amor no fim das contas,
pisar nos ovos na realidade. 
É felicidade, é dor, é gozo, é tristeza? 
Vai passar.
Aceito a impermanência das coisas.”

[Gabito Nunes]

6.2.14

Aceitação

Estava considerando o dia 18 de Janeiro o pior dos últimos tempos... só que não depois de hoje.

Hoje eu senti meu peito rasgando no meio, minha respiração carregada, meu cérebro paralisado, por causa choro angustiado e desesperado que tomou conta de todo o comodo, de toda a casa, que estava vazia, e se encheu dos meus gritos de dor.

Hoje tive todas as respostas que eu precisava, doeu e dói demais, mas eu precisava disso. 
O que não esperava, era ler meus pensamentos em suas palavras, eu senti como sua mão entrando no meu peito, arrancando tudo que havia escondido no canto escuro, para dar espaço a esperança, e tacando ali, na minha cara. Ao perceber que meu cerebro estava concordando com tudo, entrei em conflito, meu coração nao quis aceitar, pois concordar seria pegar o caminho contrário do que eu queria, mas a ACEITAÇÃO puxou a cadeira, e se acomodou do meu lado. E não tem dor maior, do que a dor da aceitação.

Eu que pensava que a próxima dor seria menor, porque já estaria calejada, QUE NADA, não existe experiências quando o assunto é dor de amor, digo, desamor!

Então chego a conclusão de que na verdade as dores serão cada vez maiores... Porque a nossa eterna esperança é encontrar alguem pra vida toda, eu disse ETERNA esperança, ou seja, a cada decepção a dor é maior... o que aprendemos é como levantar do chão mais rápido, ou talvez como curtir um pouco o chão geladinho, quem sabe ter uma visão diferente, mas a dor é gradativa e sempre será.

- Nem Frusciante está me salvando hoje... não to bem.

- Mas o que voce tem extamente?

- Amor... quer doença pior? rs