18.8.15

Foi parar em nossos travesseiros...

E mesmo que tudo não tenha passado de noites apenas, de playlists, beijos, carinhos, palavras e sexo compartilhados, o durante passou!

As playlists eram pólvoras para nossos beijos, as conversas emendavam carinhos que eram ligeiramente longos durante o toque, as mensagens eram cordas amarradas em nós, que a cada letra escrita nos puxava para mais perto um do outro. E os beijos... uma viagem longa e deliciosa para uma outra galáxia desconhecida e instigante. 


Seus olhos mirando os meus durante o sexo, suas mãos arrancando a meia dos meus pés, seus beijos inciais em meus tornozelos, passeando até chegar em meu ventre, ainda cheio de borboletas, suas mãos segurando meu rosto pra perto de você, meu respirar e todos os toques, cheiros e carinhos que te entreguei de olhos fechados sentindo telescopicamente cada encontro de pele, suspiro, saliva e sorrisos... 

Sabemos! Passou de uma noite apenas. Porque foi parar em nossos travesseiros, antes de dormir, durante o sono e ao acordar.

A distancia dos finais de semana -que foram poucos- alimentavam a vontade! 

Nos últimos dias já outro nome: saudade. 

E mesmo que hoje cada minuto não tenha passado de bons minutos apenas, a sensação passou.

E por pura pirraça, ainda se faz presente, até os dias passarem e fazerem passar.




Tamara - 18/08.

7.6.15

E naquela hora eu senti uma pontinha de vontade de rever aqueles olhos claros, carregados de safadeza e um pouco de álcool.
Sua voz na ligação, do tipo incomum, fora do meu mundo, me dizendo "vem sim" no seu vocabulário cheio de "rrrr" me convenceu antes mesmo que eu pudesse me perguntar.
E no final, gostei do carinho chucro na minha nuca, das tentativas de me abraçar enquanto eu me esquivava para nao deixar minha amiga se sentir sem mim, dos beijos na testa, dos seus dedos procurando os meus, dos coices, das conversas, das gentilezas mesmo que com pitadas de brutalidade, do seus olhos mirando minha boca, e até da apertada de bunda na hora que tentávamos passar no meio daquela gente toda e tive que parar porque nao havia espaço. E gostei principalmente de quando envolveu seu braço em meu pescoço, me levando pra lá e pra cá, enquanto cumprimentava 50 mil pessoas.
Engraçado, me senti sua por aqueles minutos, e mesmo sem sentir isso por tanto tempo, mesmo sendo confortável como já antes fora em outros carnavais, foi leve, desapegado e passageiro.


Tamara - 07/06



10.3.15

É muito fácil de adaptar a você,
tomar gosto por suas palavras,
se acostumar com seu cheiro,
sua vida, sua risada.

Estranho seria não abraçar,
sua gentileza, seus cuidados,
seus beijos e seus braços.

Difícil é não sentir falta.
Sigo assim por escolha própria,
tapando buracos,
até encontrar algo que me
transborde, e nunca mais
precise ser tapado.



25.2.15

Saudade de me apaixonar

Esses dias me confundi toda,
não sabia mais o que era paixão e o que era tesão,
e só depois, no ato no quarto, da cama, dos lençóis, dos orgasmos e beijos,
percebi que a paixão não havia chego alí. Já sabia, no fundo, mas precisava tirar a prova.

Sexo sem paixão são apenas dois corpos buscando a melhor posição para o ápice.
Todo organismo quer orgasmo!

Mas e depois de se recuperar o fôlego?
Onde ficam as carícias, os sorrisos apaixonados,
o deitar no peito do outro e apenas ficar?
Os olhares longos e silenciosos de quem sente que está no lugar certo com a pessoa certa,
De quem soletra mil palavras sem precisar pronunciar nenhuma?
Onde fica a vontade incontrolável de beijar cada pequeno espaço de pele?

Quem ama quer beijar a alma.
Quem ama, sente prazer no prazer do outro.
E essa é a maior e mais bela sintonia do sexo.

Nunca havia praticado o ato sem a ciência da paixão,
e depois disso deixo aqui o lembrete:

Sexo por sexo, prefira os seus próprios dedos.


Tamara.




24.1.15

Ô minha linda, se soubesse o quanto ficas doce com esse cabelo bagunçado secado ao vento, e essa cara pálida de olhos negros, jamais usaria aquelas coisas que chamam de secador e maquiagem.



tlg - 20/01

20.1.15

Desejo desestruturado

As vezes fantasio nós duas.
Te imagino dirigido rumo a praia. Imagino nós cantando as clássicas da Beyoncé e talvez algumas minhas, aquelas mimimis que você disse não gostar, mas que talvez fosse só mais uma pauta do seu roteiro. Imagino aquele seu sorriso lindo misturado com os raios do sol, a brisa do mar e a vontade de beber água, só que da sua boca.
Sufoco o desejo desestruturado que em poucos minutos passam.
Fruto da frustração.

Te conhecer assim, sem conhecer...

Não era pra ser.

12.1.15

E aí você vira e me pergunta
"o que te fez se apaixonar por mim?"

Minha linda,
talvez tenham sido seus olhos
que se fecham miudinhos quando você sorri esse sorriso largo,
cheio desses dentes branquinhos e lábios bem desenhados.
Ou talvez o seu jeito de estar sempre bem, 
mesmo quando nada está. 
Seu jeito de deixar tudo explicitamente escondido.
Não me pergunte!

"e o que te fez desapaixonar?"

Já disse Gabito Nunes:

"todo amor que começa não exige uma explicação lógica, e ele não ter muita afinidade com a razão é nossa mais poderosa carta na manga para encontrá-lo. Por que seu fim seria diferente? Ter registrado em cartório todos os motivos para a ruptura de uma história beira pretensão nietzschiana de querer saber demais, e não funciona como água com açucar para o aperto que dá no coração que vai doer igual com ou sem motivo. O amor morre sem causa mortis, sem carecer de atestado de óbito."

Imagine só a paixão...

10.1.15

"Esse é o problema da dor,
ela precisa ser sentida."
(John Green)



E não adianta fugir,
ela irá com você para onde for
Te fará engolir a cerveja com um nó na garganta,
engolindo junto a vontade de chorar a cada risada mal ensaiada,
a cada sorriso não autentico.

Esse é o problema da tristeza.
Ela precisa ser abraçada,
você precisa deixar que ela se exale,
porque é só pelos olhos que ela consegue sair.

Precisa aceitar, saber recebê-la,
deixar que ela puxe a cadeira e sente ao seu lado.
Que conte algumas histórias, dèja vus.
Que te ensine alguns truques, caminhos.
E te mostre algumas extremidades desconhecidas.

A tristeza nos expõe a nós mesmos,
Deixe-a entrar, seja cordial, coloque uma música.
Porque é só depois de se espalhar,
que ela se recolhe e vai embora.

7.1.15

E então, na carência de carinho, 
procurou o calor da pele dela em outras pernas,
sufocou a saudade de seu beijo em outros lábios,
confundiu seus fios de cabelo com os de outra moça,
acariciou os pés desta procurando pela textura dos pés dela,
sabia que voltar não era mais possível,
não tinha noticia daqueles olhos negros de aparência triste há mais de dias.
Se agarrou ao primeiro sorriso sincero que lhe exibiu mais do que dentes apenas.



TLG