26.7.10

pensamentos

Meus pensamentos solitários e sonhadores flutuam feito bolas de sabão multicoloridas na poesia do ar.
Como emitir pensamentos mais sólidos?


Camila Custodio.

20.7.10

Dia do Amigo

Issu mesmo! 20 de Julho.
Feliz dia do Amigo pra todos! :D

Porque por mais dificil que seja encontrar um, todos nós temos.
Sabe aqueles que voce conta nos dedos?
Entao, esses mesmo!

E pra voces dedido esse post, meus amores, meus verdadeiros!
(Nayara, Camila, Barbara, Jessica, Murilo, Mãe, Midiã, Anderson, Maiara)

Obrigado por fazerem parte da minha vida,
por fazerem a diferença nela,
e estarem sempre do meu lado,
me apoiando e me puxando a orelha,
rindo e chorando comigo.

Obrigada por cada palavra, cada abraço, cada sorriso, cada momento, cada lembrança!

Vocês são parte essencial na minha vida!!!
E os quero do meu lado pra sempre!!!


"Quero chorar o teu choro,

quero sorrir seu sorriso,
valeu por você existir AMIGO."



ps. Amo voceeees!!! \o/

19.7.10

Pra me conquistar...



Pra me conquistar
basta dizer tudo aquilo
que nunca ouvi de ninguém
vestir como homem e não como gay
me tocar sem medo, sem segredo
entrar e sair da rotina sem que eu note
me levar para lugares exóticos
e lugares comuns
saber ficar em silêncio e assim me dizer tudo
gostar de rock como eu gosto
e de coisas que eu não gosto
compreender a vida como é
e buscar o outro lado
saber a hora exata de ficar
e ir embora
mas não vá.


Martha Medeiros.

15.7.10

Cuida de mim.

Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir

Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.
Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo.


[O Teatro Mágico]

8.7.10

P/ Camila.

Se você quiser me contar seus segredos
Sou de todo ouvido.
Se os seus sonhos não derem certo,
Estarei sempre lá para você.
Se precisar se esconder,
Terá sempre minha mão.
Mesmo se o céu desabar,
Estarei sempre contigo.
Sempre que precisar de um lugar,
Haverá meu canto, pode ficar.
Se alguém quebrar seu coração.
Juntos cuidaremos.
Quando sentir um vazio,
Você não estará sozinha.
Se você se perder lá fora,
Te buscarei.
Te levarei prá algum lugar,
Se precisar pensar.
E quando tudo parecer estar perdido,
E você precisar de alguém
Eu estarei sempre aqui.
(Martha Medeiros)


Eu te amo amiga.

7.7.10

Esses dias

Tenho tentado entender o porque dessa minha reação, o porque dessas vontades, essa confussão.
Tirei esses ultimos dias pra isso, pra ouvir meu coração, encontrar uma razão, encontrar uma resposta pra toda essa inquietação. E quero encontrá-la sozinha. Sem ajuda nem opnião.

Preciso de um tempo pra definição das coisas, preciso de um tempo pra colocar as idéias no lugar. E talvez já seja tarde pra esse 'tempo'.
É uma coisa atrás da outra, sem um minuto pra respirar, é muito pra mim.
Acontecimentos imprevistos, sentimentos inéditos.
Uma flor querendo nascer bem no meio de um campo de batalhas.
Não sei se impeço, ou se rego. Deixo-a!

Preciso entrar em sintonia comigo mesma, preciso entender o que é isso que estou sentindo, o porque disso, e o que fazer com isso. E preciso ! Agora.
Quero saber o que eu quero. Se é realmente isso ou aquilo.
Saber o porque que certas coisas - relacionadas a voce - me atingem de tal forma que me ponham em desespero.


Sabe... em algum momento do caminhu as coisas começaram a se misturar, mesclar, confundir. Lentamente, discretamente. Rodiando, andando pelas bordas, pela beira do possível, silenciosamente na ponta dos pés.

E comodamente deixamos que isso ocorresse.
Deixei, sem percepção do depois, sem malícia, sem necessitar nem pedir nada a mais, satisfeita com o presente. E ainda assim, consciente dos riscos, deixei mais e mais.
E agora sinto esses riscos tão próximos de mim, que pareço respirá-los. Tão próximos que não me deixam agir, questionam-me o tempo todo!
Será que estou enganada?
Será que fui enganada?

Por quem? você ou eu mesma?
Mais uma coisa que não sei.

E ainda há a possibilidade de tudo isso não ser o que parece ser. Isso me apavora.


Do que sei?
: Não quero te ver longe de mim.

t.l.g.

5.7.10

Conflito

A cabeça distante, inconciente,
olhar confuso, paralizado,
conflito de pensamentos, pâni.

Vontades estranhas.
Sentimentos confusos,
perguntas sem respostas.
Estranhando a mim mesma,
estranhando o redor de mim.
Desconfiguração.

Vontade de sumir,
vontade de ficar,
vontade de fugir,
vontade de arriscar,
medo ceder, medo de perder.
Insegurança. Desconfiança.

As vezes me enxergo muito inocente,
pior que criança sem dente.


As vezes penso que tudo que parece ser, pode não ser.
Basta apenas uma vírgula de provabilidade e já vejo o que quero ver,
o que 'deve' ser, ou não ser.
Engraçado, nunca consigo saber.


t.l.g.

1.7.10

dos Ficantes aos Namorildos.

Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde.
É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas...

Esquece, não acho natural coisa nenhuma.

Considero um desperdício de energia. Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegue-e-use, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim. No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário?

Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico. Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.
Pois então. A idéia é boa e prática.

Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar.

É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração. Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.
Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco.

Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida:
“Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência.
De ser o seu cadáver itinerante".




Martha Medeiros