Agente nunca sabe o valor real das coisas, até estar prestes a perder.E foi nessa hora, que você disse que iria partir, que conheci o tamanho daquilo que sinto por você. O nó na garganta me fez perceber o quanto aquilo me importava. Não pude contestar, não quis opinar, pois não me acho no direito de interferir seus pensamentos tão positivos, afinal, quem sou eu? O que sou pra você?!
Pra mim você é (ou era) meu sempre, pois nunca realmente se foi, sempre estava ali, bem ou mal, juntos ou não, você estava sempre ali.
Pra mim você era o ponto de esperança de que as coisas pudessem mudar, o ponto de esperança alí guardado e escondido, de que histórias de amor ainda existissem. Você era minha ideia de final feliz, talvez porque 4 anos daria um bom livro, com altos e baixos, sem dúvidas um boa história. Talvez porque em 4 anos um sentimento é capaz de crescer mesmo sofrendo tentativas de afogamento, e tendo ingerido pensamentos do tipo "não posso", "não vai dar certo", e assistido a cenas vistas e re-vistar por meus olhos; ele foi capaz de crescer, sem eu nem perceber.
É estranho pra mim imaginar que você vai embora, pensar que não será mais do jeito que sempre foi. E apesar de não ser para muito longe, parece que está partindo com um pedaço enorme de mim, pra um lugar desconhecido, parecendo tão longe quanto não é.
Que besteira, eu sei!
E sei também que quando ler isso, vai pensar que é um exagero, não é!
4 anos é um pedaço bem grande. Mas tudo bem, sempre pensam.
(Vai ver sou mesmo exagerada, não aceito a metade e não me satisfaço com o cheio, preciso que transborde.)
Talvez eu tenha me acostumado com você por perto, tenha me aconchegado na ideia de que um dia ficaríamos juntos, e tenha me acomodado a esperar. Pois nunca pensei que fosse embora, nunca pensei em te perder, não desse jeito.
E agora você vai!
Justo agora que eu estava disposta. Justo agora que decidi te lembrar todos os dias, que relembrei o gosto da sua boca, seu jeito, seu cheiro.
Engraçado... O tempo foi passando despercebido, e a vontade acomodada em meu peito, adormecida, esperando um dia você chamar meu nome para despertá-la. Esperando.
E agora que vai embora, a vontade parece gritar desesperada por alguma atitude minha que possa impedi-lo de ir, e não posso fazer nada, é tarde.
"Agente desperdiça o tempo como se ele fosse infinito."
Com certeza você vai levar muito de mim, um pedaço que não é nem de longe pequeno, uma vontade enorme, e uma ilusão maior ainda. Quero que leve-a com você, não quero ficar com nenhum pedaço dela, não quero pensar em uma possível volta, em um possível romance a distância. Não quero me iludir com isso. E nem sei se conseguiria, se suportaria, possuí-lo pela metade, querer e não poder por culpa da distância, que pequena ou não, existirá.
Estranho me sentir assim, como se estivesse perdendo você, sendo que na verdade você nunca foi meu realmente. Mas sinto como se alguma parte sua pertencesse a mim, e alguma parte minha pertencesse a você.
Estranho pensar que este será o ponto final, depois de tantas vírgulas, interrogações e exclamações; sendo que o que eu queria mesmo era reticências...
Esses dias parei para lembrar do dia em que nos conhecemos, do primeiro beijo ao som de Chimaruts, do seu corpo colado ao meu, dos seus dedos entrelaçados em meu cabelo, da sua voz me pedindo para decorar seu número, sua mão segurando a minha, me impedindo de ir embora.
Desejei poder segurar as suas hoje. Coração palpitou descompassado.
Quando as coisas estão no fim, agente pensa no começo.
t.l.g.
Sempre assim.
ResponderExcluirAs coisas de repetem..e só muda, cenário, personagens e amores.
beijo
Faxina