Mais uma vez, um novo ano se aproxima Neste passar do tempo cíclico e rude. De novo, aquele filme antigo que, amiúde, Traz marotos augúrios de amor e estima. Será mesmo, que irmão cumprimenta irmão? Tudo sugere uma bocal etiqueta! A sinceridade é jogada à sarjeta, Pouco sobra de confraternização! De mãos dadas estão comércio e modismo, De um lado, alça a intenção do faturamento; De outro, vem a troca de comportamento: Sai a fraternidade, entra o consumismo. Ano Novo; antes, Natal e Papai Noel! Este, que só frequenta as casas bonitas E que esquece os casebres em suas visitas, Mostra à sociedade seu vesgo papel. Ah... Se desta vez acabasse a mesmice! Com o Natal e o novo ano diferentes: O rico, por fim, Papai Noel dos carentes... Dos políticos... menos sem-vergonhice!
(Ógui Lourenço Mauri)
23.12.12
No momento em que a dor se transforma em ideias, ela perde parte de seu poder de ferir nossos corações.