Mais uma vez, um novo ano se aproxima
Neste passar do tempo cíclico e rude.
De novo, aquele filme antigo que, amiúde,
Traz marotos augúrios de amor e estima.
Será mesmo, que irmão cumprimenta irmão?
Tudo sugere uma bocal etiqueta!
A sinceridade é jogada à sarjeta,
Pouco sobra de confraternização!
De mãos dadas estão comércio e modismo,
De um lado, alça a intenção do faturamento;
De outro, vem a troca de comportamento:
Sai a fraternidade, entra o consumismo.
Ano Novo; antes, Natal e Papai Noel!
Este, que só frequenta as casas bonitas
E que esquece os casebres em suas visitas,
Mostra à sociedade seu vesgo papel.
Ah... Se desta vez acabasse a mesmice!
Com o Natal e o novo ano diferentes:
O rico, por fim, Papai Noel dos carentes...
Dos políticos... menos sem-vergonhice!
(Ógui Lourenço Mauri)
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