Meus sentidos agora não funcionam, e o que sinto é indefinido, conturbado, medo primeiro, e uma avalanche de coisas em seguida, que não param de passar na minha cabeça, misturado com flashs de lembranças e traumas, sinto que estou fazendo tudo de novo, pisando em falso talvez, me maltratando a longo prazo, outra vez. Desviando da minha razão e dos novos princípios implantados após aquela brutal desilusão... porque não consigo mudar quando o assunto é amor? Porque não sei ser moderada? Porque não sei competir com a emoção? Porque ela sempre me toma por completo fazendo todo esse estrago psicológico e físico? Olha só pra mim, pálpebras e nariz vermelho, escrevendo desesperadamente, como uma dependente em abstinência... e desse mesmo jeito procurei meu fone de ouvido, papel e caneta... como se fossem meu ar.
Hoje tive que parar o carro... eu que sempre achei um ótimo radar dirigir enquanto a dor tenta adentrar, enquanto as lágrimas escorrem, enquanto as veias pulsam mais forte e os pensamentos invadem. Hoje não consegui controlar a respiração, assustadoramente rápida. Crise de choro, que ainda não consegui me acostumar, herança daquele desamor, eu sei.
Hoje a ficha que eu já previa, que eu já tinha ciência, resolveu cair bem em cima da minha cabeça, bem em cima da minha felicidade, me alertando do perigo existente em casa passo que tenho dado, em cada minuto que tenho dedicado, e cada parte de mim que tenho entregado.
Eu realmente não sei ser minha, sou feita pro amor, e quando encontro ele não sei fazer outra coisa que não vivê-lo, sem rédias, sem doses, sem limites... vivê-lo a seu modo, e não ao meu modo... eu não sei atrelar os meus conceitos racionais, com o amor incondicional.
O meu dom é se entregar, e minha fraqueza são os desfechos.
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