19.2.17

Já escrevi isso aqui antes, 
somos dependentes do amor,
como viciado em drogas.

Ultimamente venho buscando resquícios de amor dentro de mim,
só para relembrar o sabor,
só para não esquecer da sensação.

Fecho os olhos e invento uma saudade profunda,
invento que quero de volta,
que ainda amo e preciso, 
As vezes engulo seco, 
As vezes com uma xícara de chá,
E as vezes te mando um oi.
Porque por enquanto, ainda posso.

Aí então escrevo aqui como quem quer fazer percorrer
todo sentimento do peito a ponta da caneta, 
me livrar jogando tudo no papel,
E logo em seguida já quero tudo no peito de volta,
Melhor sentir algo, mesmo que estranho, mesmo que vago,
Do que nao sentir nada.
E na verdade tem sido esse o meu esquisito medo.


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