25.6.10

querer não querer.

Te quero!
E sei que é desejo, paixão apenas.
E por estar "distante" me faz querer mais ainda.
E por me jogar de canto me provocas inquietação, vontade e confusão.

E o mesmo tanto que te quero, é o tanto que evito a idéia.
Evito pois sei que o fardo não é leve.
Evito porque sei que nessa bagagem há um alto risco de danos.
E me acho muito nova para ter cabelos brancos!
Ou até mesmo ficar careca, arrancá-los. Já pensou?

Decifrá-lo é missão complicada,
onde é preciso se jogar,
e não sei se seus braços estão abertos, então recuo.

Não entendo, e pior: isso me atrai
Somes, e isso me distrai,
Dá-me tempo para pensar, e ajudas a me afastar.
Vou recuando mais e mais.

Hoje prefiro não entender.
Então sigo assim,
sufocando vontades,
asfixiando fantasias,
prendendo emoções,
vigiando alegrias,
me forçando a não querer,
querendo não te querer,
optando por não saber.

Não há muito o que se faça,

paixão assim dá e passa.

t.l.g.

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