Sua mão segurava a minha, firme, quente. Seus dedos entrelaçados nos meus, seu polegar acariciava o meu. O jeito como nossas mãos se completavam, e o modo como ele apertava a minha, fazia eu me sentir a pessoa mais segura do mundo, e os olhares que ele me lançava pelo canto dos olhos, com um meio sorriso discreto, me faziam querer voar, flutuar pela calçada. E quando estávamos a sós, ele me dizia coisas impublicáveis ao pé do ouvido, em meio a sorrisos e gargalhadas, eu ria, nós riamos, até os olhares se encontrarem e os pensamentos se conectarem.
Seu olhar era de rendenção, um olhar de amor doce, temor e ternura. Um olhar de reconhecimento, um olhar de quem vê uma paissagem impressionante, essa paisagem era eu. E eu mergulhava em seu olhar, profundo, embriagante, olhava-o como minha necessidade, minha vida, meu ar, e depois de alguns segundos sem respirar, suspiro...
Sempre que parava para observar seu olhar, eu suspirava.Seu olhar era de rendenção, um olhar de amor doce, temor e ternura. Um olhar de reconhecimento, um olhar de quem vê uma paissagem impressionante, essa paisagem era eu. E eu mergulhava em seu olhar, profundo, embriagante, olhava-o como minha necessidade, minha vida, meu ar, e depois de alguns segundos sem respirar, suspiro...

Ainda olhando em meus olhos, senti suas mãos em meu pescoço, leve, delicada e arrepiante, as pontas de seus dedos dançavam em minha nuca, e com mais força subiam em direção a raiz do meu cabelo seguido de um puxão; deixei que minha cabeça tombasse para trás, olhos fechados, senti sua respiração, a ponta de seu nariz correndo delicadamente por todo meu pescoço. A palma de sua mão em minha coxa, forte, lenta, subindo, e quando chegou a cintura, senti seus dedos um por um apertar minha pele, de um modo como se saboreasse ela, desejo. Depois sua língua estava em meu queixo, seus lábios em minha boca e toda parte de meu corpo. Cada toque das suas mãos, de seu corpo, era um arrepio absurdamente prazeroso, minha espinha - incontrolável - se curvava, eu não tinha mais comando sobre meu corpo, meus sentidos estavam isentos, minha respiração irregular, estado de êxtase.
Abri meus olhos, estava em meu quarto, deitada,
olhei o relógio: 7:00, voltei a dormir.
t.l.g.

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