Somos fracos.
Sim, quando se trata desse assunto, todos nós somos.
Por maior que seja a sabedoria, o conhecimento, a aceitação...
Não importa, a tristeza não costuma dividir espaço.
Não estamos prontos para a morte.
E nem sabemos se um dia estaremos.
Tão pouco para mortes prematuras, acidentais.
O seu avô morrer aos 80 e poucos anos, é aceitável, é o ciclo.
A dor, claro, ainda é a mesma, a dor da perda não muda.
Mas a partida repentina de uma amiga ou familiar aos 20 e poucos anos,
Que ainda tinha uma vida pela frente... Não!
Não é aceitável, não é o ciclo, não está certo.
Mas afinal, quem diz o que é certo ou errado?
Qual é realmente o ciclo dessa vida?
Quanto tempo ainda temos até os ponteiros pararem de girar?
Vivemos sem saber se estaremos vivos daqui a uma semana,
Dormimos sem saber se vamos abrir os olhos no dia seguinte,
Abraçamos sem saber se encontraremos os mesmos braços amanhã.
E apesar de termos consciência disso, nos esquecemos diariamente.
Você deu o melhor de sí hoje?
Aproveitou cada minuto do dia?
Arrancou um sorriso de quem te ama?
Gastou todos os abraços que podia?
Desperdiçou um tanto desse seu amor aí?
...
A vida é imprevisível, e o tempo pode ser mais curto do que pensamos.
O amanhã é um cômodo de portas fechadas e luz apagada.
Faça hoje o que puder fazer, diga o que quiser dizer.
Acorde alegre por abrir os olhos mais um dia.
Agradeça pelo simples fato de respirar.
Um dia de cada vez!
Como diz a música:
A vida é mesmo coisa muito frágil...
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