Me pergunto se isso é coisa minha ou acontece com todos.
Pego as manias, posteriormente.
Eu sei, pegar manias é comum, quantas vezes a gente se vê falando alguma palavra do vocabulário da amiga(o)?
Quando você convive com a pessoa, involuntariamente você acaba pegando as manias dela, e quando se dá conta já esta com alguns gestos iguais, algumas palavras iguais, alguns gostos iguais... normal. E isso não tem nada a ver com ser uma pessoa influenciável, ou ser maria vai com as outras.
Mas o engraçado - que reparei esses dias - é que: por vezes, ou por relacionamentos, ou por amor, desamor... Eu pego as manias depois da ausência da pessoa.
Já me ocorreu com amizade, uma vez, afinal, perder amizade é menos comum do que perder amores ou paixões. Ir e voltar sim, amizades vai e voltam, umas vem e passam, assim... coisas do tempo, da vida.
Agora desamor nunca é tão simples assim, sempre é uma perda! Uma perda em qualquer sentido que você queira considerar, em qualquer área que você queira encaixar. É uma perda.
E após isso, tenho a mania -involuntária e curiosa- de herdar as manias da pessoa que se foi.
É estranho porque não é intencional, e nem imediato, é com o tempo.
Já havia passado por isso quando há dois anos atrás perdi o cara que achava que seria o pai dos meus filhos. E quando falo perdi, não é ao pé da letra, não é como quando por descuido você perde sua blusa ou sua pulseira preferida... É um perder de ser levado, da vida decidir recolher o que um dia lhe foi dado.
E hoje, parando pra lembrar, eu fazia/lia/reparava em coisas que esse cara também reparava/lia/fazia.
Passou!
Hoje a única coisa -das manias- que carrego dele é o escrever -esporadicamente- em letras de forma... redondinhas, o E em formato de C com um tracinho no meio. Eu achava linda a sua escrita.
Hoje a única coisa -das manias- que carrego dele é o escrever -esporadicamente- em letras de forma... redondinhas, o E em formato de C com um tracinho no meio. Eu achava linda a sua escrita.
E então, há alguns dias atrás, percebi que de novo, peguei manias do meu ultimo desamor.
O engraçado é que não há intenção, quando vejo já estou fazendo.
E agora escrevendo tudo isso, percebo que se trata sim de uma coisa minha.
Acho que o meu eu usa isso como um aconchego!
Talvez uma maneira de achar que a pessoa está mais perto...
Ou talvez um ritual de recuperação, sei la.
E essa tem sido de longe a recuperação mais longa que já tive.
Porém de perto, a mais correta e mais valiosa.
Eu acho graça.
Eu acho graça.
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